Beije-me se puder - Capítulo 89
Vários dias calmos, mas enfadonhos, se passaram. Enquanto isso, Josh passava seu tempo consertando o telhado da casa, plantando as flores escolhidas por sua mãe no jardim, limpando uma pequena piscina que não era usada há mais de uma década e perseguindo um coiote ocasional. A velha casa frequentemente precisava de reparos, e agora Josh tinha tempo de sobra.
Naquele dia, estava cavando um lado do jardim desde cedo porque um cano de água velho estava causando problemas. Pete dormiu até tarde, assim que acordou passou o tempo perseguindo um coelho pelo jardim, Josh verificou o vazamento e mediu o tamanho do cano que precisava trocar.
— Descanse um pouco.
Sua mãe, que acabava de trazer limonada, falou ele. Josh, que saiu do poço e limpou rudemente o rosto e as mãos enlameadas com uma toalha, seguiu sua mãe até a mesa de chá. Pete, que estava guardando a toca do coelho, também se apressou em se sentar para um lanche.
Sua mãe, que estava assistindo Pete bebendo limonada, se virou para Josh. Josh sentia que sabia o que ela estava prestes a dizer.
— Quando você vai falar com Pete? — A mãe deu um risinho e alertou o garoto para não ficar curioso.
Sem surpresa, Pete estava ocupado pegando biscoitos e colocando-os na boca sem saber do que estavam falando. Josh, empurrando a tigela de biscoitos para que Pete pudesse pegá-los facilmente, abriu a boca.
— Ainda não sei.
— Sim….
As palavras da sua mãe eram confusas, parecia que ela estava agoniada por algum motivo. Depois de ouvir a confissão de Josh, ela falou cuidadosamente com uma expressão séria enquanto muitos pensamentos cruzavam sua mente.
— Você tem muitas coisas para fazer. Eu sei que vai cuidar de tudo, mas… — Sua mãe acrescentou baixinho. — Acho melhor tomar cuidado se vai morar com alguém pela primeira vez, não quero que se divorcie logo depois.
Josh olhou para sua mãe com uma expressão perplexa.
— Primeiro Emma, agora você também não confia em mim?
— Não, não é isso. Eu acredito em tudo que nos disse.
‘Mas não acredita que eu possa gostar de um homem?’
O queixo de Josh caiu. Chase era um homem, esse pensamento já havia cruzado sua mente antes. E por outro lado, tinha pensado em se casar, mas nunca disse a ninguém. Ele deu muitas respostas, mas toda a motivação para falar desapareceu. Em vez disso, Josh deu uma resposta firme.
— Então acredite novamente desta vez.
— Certo…
Sua mãe fechou a boca como se não tivesse mais nada a dizer. Houve um silêncio constrangedor entre eles enquanto bebiam limonada sob o sol calmo da tarde. Josh bebeu a limonada de seu copo de um só gole e se levantou.
— Vou comprar os canos.
— Oh, Josh. Você pode comprar uma caixa de correio também? A que temos é antiga, então acho que devemos trocá-la.
Sua mãe continuou falando enquanto se levantava da mesa.
Josh acenou com a cabeça positivamente, e abraçou Pete, que já tinha comido o seu terceiro biscoito.
— Pete, você quer ir com o papai?
Assim que Pete ouviu Josh, parou de comer biscoitos e os colocou em seu prato, então rapidamente se levantou e abraçou o pescoço de Josh. A mãe os acompanhou até a frente da casa para se despedir deles no carro, mas não falou mais sobre o casamento.
Enquanto dirigia com Pete em uma cadeira de bebê no banco de trás, Josh relaxou enquanto conduzia por uma rua tranquila. Havia poucos carros indo e vindo na rua e também havia poucas pessoas. Em uma paisagem completamente diferente do Leste, Josh tinha a sensação de que tudo era familiar e estranho ao mesmo tempo.
— Uh.
De repente, uma rua apareceu em seu campo de visão e girou o volante por impulso. Depois de dirigir mais um pouco, o instituto que frequentava apareceu. Podia ver as crianças indo e vindo de suas aulas. Josh, que estava observando depois de parar por um tempo, ligou o carro novamente antes que o guarda da escola pensasse em algo suspeito e se aproximasse.
‘Agora que penso sobre isso, não vejo meus antigos colegas de classe há muito tempo. Será que tenho o contato de algum deles?’ Josh conduzia o carro pensando nisso. ‘Não teremos a oportunidade de nos encontrar no futuro, este parece ser o momento certo. Acho que ficarei louco se não fizer nada além de ficar em casa’. Não conseguia se ajustar à rotina de brincadeiras do dia-a-dia. Então acelerou, elogiando a si mesmo pela ideia que acabara de ter.
***
— Quem é vivo sempre aparece. Quanto tempo já se passou?
Tommy gritou alto e bateu no ombro de Josh. Josh percebeu que tinha um brilho nos olhos assim que se sentou em frente a ele e disse: “Filho da puta!” e bateu forte no braço de Josh novamente. Josh sorriu ao ver Tommy, cujo rosto ainda era o mesmo de quando se lembrava, embora sua pele estivesse um pouco esticada.
Tendo entrado em contato com ele há várias horas, marcaram um encontro em uma rede de bares que todos conhecem. Claro, deixou Pete na casa de sua mãe primeiro.
Tommy foi jogador do mesmo time de futebol no ensino médio, mas após a formatura foi para a faculdade e tornou-se engenheiro. Era surpreendente que ainda fosse bastante musculoso. Josh, que olhou mais uma vez para o corpo de Tommy, disse:
— Parece que você faz muito exercício.
— Minha esposa odeia homens gordos.
Tommy, que balançou a cabeça freneticamente, então perguntou.
— Você é um guarda-costas agora? Então você interage muito com celebridades?
— Bem, é o que parece.
— Hah! Mas que filho da puta!
Tommy praguejou, bateu forte no braço de Josh e riu. Tommy não tinha um vocabulário muito extenso, Josh lembrava disso dos tempos de escola, às vezes repetindo a mesma palavra quando estava muito animado. Desta vez, sua palavra favorita parecia ser “filho da puta”. Josh sorriu amargamente para ele novamente, encarando-o novamente enquanto ele repetia esse “filho da puta” mais algumas vezes. Bem a tempo, a porta do bar se abriu e um homem alto e magro entrou. Quando Tommy o viu, o cumprimentou.
— Ei Ed! Estamos aqui!
— Tommy! Josh!
Ed todo contente cruzou o bar e abraçou Josh. Josh, que virou a cabeça após cumprimentá-lo com um tapinha nas costas, hesitou. Duas mulheres conhecidas estavam atrás de Ed. Ed abriu a boca desajeitadamente com um olhar envergonhado.
— Uh, você se lembra delas? Elas são minhas irmãs. Falei que ia me encontrar com você e disseram que queriam te ver também…
— Josh, quanto tempo não vejo.
— Como vai, Josh? Oh, você ainda é muito bonito.
As irmãs se adiantaram e cumprimentaram Josh, que sorriu e apertou as mãos de ambas alternadamente. As duas, sorrindo com as bochechas coradas, eram exatamente como ele se lembrava. Ed, que os olhava com desprezo, cuspiu de repente.
— Essa daqui deixou o marido em casa, e outra largou tudo para vir ver você. Faz sentido?
— Como é que é?
Para a surpresa de Josh, as irmãs de Ed imediatamente abriram os olhos e tentaram agarrar Ed como se estivessem prontas para matá-lo.
— Eu vejo meu marido todos os dias. Mas o Josh, quanto tempo já faz?
— Como você ousa comparar Josh ao marido dela? Josh é Josh!
Se fosse um lugar privado, Ed teria levado vários golpes. Depois de confrontar Ed, que virou a cabeça com uma expressão distorcida, elas se voltaram para Josh e falaram rapidamente com um sorriso brilhante.
— Não queremos interromper, Josh. Só queríamos vir dizer oi.
— Sim, partiremos em breve. Não se sinta pressionado, Josh. Meu Deus, você não mudou nada…
As palavras anteriormente ditas desapareceram, deixando um silêncio contundente no meio de todos. Josh ponderou por um momento e logo sugeriu.
— Querem uma bebida ou algo assim? É por minha conta.
— Ah sim? Posso sentar?
— Vou pedir algo sem álcool. Trouxe meu carro.
Como se esperassem pelo próximo movimento, as mulheres sentadas ao lado de Josh olharam para ele com expectativa. Ed fez uma expressão de tédio enquanto fingia cobrir o rosto com as costas da mão, mas era tarde demais. Suas irmãs só se foram depois de uma hora de conversa e vários coquetéis sem álcool. Claro, não se esqueceram de salvar as fotos que tiraram com Josh em suas respectivas galerias antes de partirem.
— Foi bom te ver de novo, Josh.
— Por favor, me ligue da próxima vez que vier, estarei esperando.
Deixaram o bar juntas após se despedirem. Não foi até que Ed confirmou que tinham saído e deixado o bar inteiramente que começou a protestar contra Josh como se fosse louco.
— Por que você comprou bebidas para elas?
— Sinto muito, mas eu não podia deixar as meninas irem sem oferecer algo a elas.
— Josh é sempre doce com as mulheres.
Tommy balançou a cabeça enquanto falava, como se não pudesse evitar. Então Ed resmungou atrás dele.
— Se você é tão bom com qualquer mulher, algum dia você terá grandes problemas.
— Não estou sendo legal com nenhuma mulher.
Embora tivesse falado com outras lembranças em mente, seus amigos discordaram. Josh disse, recebendo um olhar cheio de desconfiança de ambos.
— Se eu gostasse tanto de estar com mulheres, já teria casado com qualquer uma, — tomou um gole de cerveja sem álcool e acrescentou: — Ahh.
— Bem que eu queria continuar brincando, mas vou me casar em breve.
— Tá de sacanagem? Se casar?
— Você? Josh Bailey?
— Espere, isso na sua orelha é uma marca?
Tommy arregalou os olhos e apontou para sua descoberta tardia. Momentos depois, Josh percebeu que havia esquecido de cobrir a marca, mas não importava. Supôs que a maioria das pessoas que o conhecem neste bairro sabiam que ele havia se expressado como um ômega. Então Ed gritou.
— Realmente, é assim que é uma marca? Caramba, é a primeira vez que vejo uma pessoalmente. Pensei que só havia se machucado.
— A pessoa com quem vai se casar também tem uma marca? Não, Ômegas podem ter várias marcas… não é? Estou certo?
A reação de Ed e Tommy foi um pouco diferente da de sua família, fazendo Josh distorcer levemente sua expressão. Quando os dois descobriram que Josh tinha um filho, correram para a rua e estavam prontos para gritar para todos ouvirem.
Naquele momento, Josh se lembrou por que não havia contatado seus ex-companheiros de equipe antes. Porque tinha preguiça de dizer isso e aquilo sobre Pete. Pensando bem, apenas o casamento de Josh quase os fez pirar. Principalmente, Ed. Tommy já era casado e tinha filhos, mas Ed ainda era solteiro. Então sacudiu os braços várias vezes no ar com uma expressão chocada.
— Como pôde fazer isso? Como ousa me trair?
Ed, cuja testa franziu lentamente, agarrou seu cabelo fino com as duas mãos e gritou: “Não!” e depois de repente engoliu a cerveja. Percebendo momentos depois que era sem álcool, distorceu o rosto, mas não poderia ficar bêbado, já que havia chegado dirigindo. Então suspirou e abriu a boca como se tivesse desistido.
— Quem é seu parceiro? Josh?
— Bem, é um Alfa.
Josh tentou se esquivar da pergunta. Tommy, que parecia estar refletindo e chocado até então, mal abriu a boca.
— Mulheres alfa não são comuns, cacete Ed, e você não consegue pegar ninguém?
— Pelo visto é isso.
Tommy e Ed bateram no gargalo de uma garrafa de cerveja, brindando levemente, e cada um deles engoliu em seco. Considerando a reação de sua mãe e Emma, não achou necessário dizer que seu Alfa é um homem, então Josh não entrou em detalhes. Depois de beber meia cerveja de uma vez, Tommy colocou a garrafa vazia na mesa e abriu a boca.
— Mas deve ter cuidado. É uma dor de cabeça se divorciar.
— Josh, você não sabe, não é? Dick se divorciou e logo depois declarou falência.
A boca de Tommy se torceu com as palavras de Ed.
— Não foi apenas uma vez, foi o segundo divórcio dele, embora tenhamos dito para ter mais cuidado.
— Nunca fui cauteloso. Por que eu sinto que estão me provocando?
Junto com suas palavras, Ed e Tommy olharam para Josh. O queixo de Josh caiu.
— Querem dizer que estou agindo impulsivamente?
— É melhor ter cuidado.
— Sim, ninguém mais sabe, mas você é um pouco…
Josh olhou para as expressões de seus colegas de escola, que não via há anos. Não esperava que sua reputação fosse tão ruim.
‘Acho que me esforcei muito em todos os relacionamentos que tive, embora mudasse com frequência de namorada’.
Distorceu seu rosto com um certo senso de injustiça.
— Poderia subir ao topo de um edifício e gritar isso?
Com as palavras de Josh, Ed cerrou o punho na mesa.
— Não, não vou fazer isso.
— Viu? Mesmo se fizer isso, se o rompimento tiver que acontecer, não poderá fazer nada. Se lembra da Megan?
— A pediram em casamento com uma grande placa presa a um avião, e ela se divorciou depois de um mês.
Tommy, falando com uma expressão séria, acenou com a cabeça novamente.
— De qualquer forma, se essa é sua escolha, devemos animá-lo. Então boa sorte.
— Vai nos apresentar a sua noiva? Onde vai se casar? Ouvi dizer que tem trabalhado no Leste, está se mudando agora?
Ed mudou de assunto e perguntou. Josh encurtou suas palavras.
— Ainda não decidi. Só sei que o casamento vai acontecer.
Quando ouviram suas palavras cortantes novamente, os dois se entreolharam em silêncio. Ele estava pensando que eles poderiam dizer algo negativo novamente, mas de repente Tommy sugeriu.
— Não nos vemos há muito tempo. Por que não marcamos uma partida para este fim de semana? O que você acha? Está livre?
— Jogar? Onde? — Josh perguntou surpreso. É óbvio que se trata de um jogo de futebol americano. Eram todos jogadores do mesmo time no ensino médio.
— Posso usar o estádio da escola, fica vazio nos fins de semana. Da mesma forma, pedirei permissão com antecedência. Não será difícil porque sou o professor.
‘Alguns se tornaram profissionais, mas agora todos levam uma vida normal. Não foi ruim nos encontrarmos depois de tanto tempo’. Acima de tudo, Josh tinha muito tempo livre agora e precisava de algo em que se concentrar. Tommy falou depois de pedir uma nova cerveja para brindar.
— Ei, parece estranho. Não posso acreditar que vai se casar.
Depois de uma cerveja, Ed de repente começou a rir. Quando Josh e Tommy olharam para ele de forma estranha, abriu a boca com um olhar de alegria.
— Deverias contar àqueles idiotas, ha ha.
Não foi necessário perguntar quem eram os “Idiotas”. Josh e Tommy logo estavam bebendo cerveja novamente.
***
Quando chegou em casa, todas as luzes estavam apagadas. Josh entrou pela porta que dá para a garagem, atravessou a sala escura e foi para a cozinha.
Não foi tão difícil encontrar coisas na cozinha iluminada pela lua. Josh, que despejou água da torneira em um copo, bebeu tudo imediatamente, encostou-se na máquina de lavar louça e ficou olhando por um momento no escuro. Verifiquei seu celular, mas não havia chamadas perdidas.
Já se passaram quase duas semanas, então as filmagens devem ter acabado. O que aconteceu depois disso? Ele ainda está em tratamento?
Ficou curioso com a situação, mas não havia como saber. Foi difícil entrar em contato com Mark e as outras equipes de segurança, primeiro porque estavam trabalhando e, segundo, era duvidoso que falassem abertamente sobre o cliente, mesmo que trabalhasse com eles, isso porque não conheciam toda a situação. Josh não teve escolha a não ser esperar por uma ligação sem poder fazer mais nada.
De repente, queria fumar como um louco. Lembrou que não fumava um único cigarro desde que chegara à casa da mãe. Depois de pensar um pouco, logo saiu da cozinha e se dirigiu para o jardim.
A caixa estava meio vazia. Tirando um dos cigarros restantes, Josh o acendeu habilmente. A chama do isqueiro piscou por um momento e logo criou uma forma estável. O cheiro de nicotina, que sentiu depois de muito tempo, deixou sua cabeça tonta por um momento, enquanto inspirou profundamente e expirou lentamente.
‘É semelhante a como me sinto quando Chase derrama feromônios?’
Josh, que tinha se lembrado vagamente, logo balançou a cabeça. De maneira nenhuma. Um sorriso amargo apareceu, mas logo a expressão desapareceu. Olhou para o canto escuro do jardim, expelindo lentamente a fumaça que havia inalado profundamente.
‘… Eu sinto a sua falta’.
Josh ficou ali por um tempo com um cigarro queimado pela metade pendurado entre os dedos. Logo depois, entrou em seu quarto e deitou-se na cama, mas não houve nenhuma palavra de Chase até o fim de semana.
* * *
O tempo estava agradável como sempre. Depois de ligar para Josh no dia anterior e confirmar o encontro mais uma vez, Tommy falou com uma voz muito animada.
[Todos estarão lá, vai ser ótimo!]
Josh, que saiu de casa depois de tomar o café da manhã e brincar um pouco com Pete, decidiu que não iria se preocupar com Chase hoje. ‘Já me decidi’. Não era bom ficar nervoso, iria se deixar levar e esperar até que a notícia chegasse.
O estacionamento da escola estava vazio porque era fim de semana. Vários carros estavam espalhados, mas era óbvio onde seus motoristas estavam. Josh saiu do carro e foi direto para o estádio de futebol onde várias pessoas já estavam correndo.
— Josh!
— Meu Deus, quanto tempo faz?
— Ei, por que está igual a alguns anos atrás?
Todos os que o encontraram o saudaram com boas-vindas. Apertando sua mão, abraçando-o levemente, dando tapinhas em suas costas, Josh combinou cada um dos rostos que não via há muito tempo com as memórias que tinha em sua cabeça.
Havia também um cara que se expressou como um Alfa após a formatura, um homem chamado Wilson, o ás das escolas rivais quando Josh jogou no time de futebol antes de se expressar como um Ômega. ‘Ouvi dizer que foi para outra cidade depois de sua expressão. Enfim, era sobre minha infância’. Além disso, Wilson estava no mesmo time que Josh. Parado a uma curta distância, permaneceu hesitante, mas logo ficou aliviado ao ver a marca de Josh.
— Disse que ia se casar, mas te marcaram antes? — Perguntou Wilson, surpreso.
Josh viu que suas orelhas estavam limpas. Então vagamente se esquivou de sua resposta.
— Foi o que aconteceu. Não serei influenciada por seus feromônios, então relaxe.
— Sim, é um alívio.
Alfas também costumavam tomar remédios para o ciclo de calor. Assim como muitos Ômegas, a situação dos Alfas não eram muito diferentes, então foi isso o que aconteceu. O cheiro de seus feromônios não afetariam a Josh. Havia apenas um cheiro que o deixava louco.
Josh, que estava prestes a pensar nele novamente, mudou rapidamente de assunto.
— Se prepararam bem? Trouxeram uma bola, e também precisamos de um árbitro, certo?
Colocando os equipamentos de proteção um por um, se sentiram como se tivessem voltado para a escola depois de muito tempo. A equipe lançava e pensava em estratégias, e a posição de cada um permanecia a mesma do ensino médio. Josh era o quarterback.
— Bem, todo mundo pronto, certo?
Com a pergunta de Josh, todos se olharam e alternadamente acenaram com a cabeça com entusiasmo. Todos os membros estavam entusiasmados com a primeira partida que jogariam depois de muito tempo. Depois de jogar uma moeda para decidir a ordem do ataque, todos se posicionaram e aguardaram o início do jogo. O time de Josh foi atacado primeiro. Josh esperou que a bola voasse para longe do time adversário. E o jogo começou imediatamente.
— Corre!
— Pare, Dean!
— Aquele desgraçado, isso não vai funcionar!
Começou a correr como um louco aqui e ali, gritando. Os outros caras pularam na bola, e o atacante mal avançando começou o próximo ataque novamente.
Correr pelo campo exigia considerável força física. Eles o bloquearam muitas vezes e às vezes deixou cair a bola que queria passar.
— Ei, bastardos. Estou colocando meu coração no campo.
Parando um pouco, Tommy respirou fundo e disse. Embora agora também fosse difícil para Tommy fazer como antes. Mas depois de ver seu rosto queimando de desejo de vencer depois de um longo tempo, Josh olhou para a frente novamente.
— Estou falando sério também.
— Eu também.
Todos concordaram com Tommy. Uma vez que o jogo tenha começado, perder não é uma opção. Como nas férias do colégio, começaram a correr ao som de um grito silencioso que percorreu a escola. No entanto, falhou em romper a defesa naquele ataque. Insultos e suspiros fluíram, e reorganizaram as fileiras novamente. Eles conseguiram cruzar a linha no ataque subsequente.
— Josh, pode fazer aquilo? — Perguntou Ed sugestivamente. Josh entendeu sem precisar perguntar do que se tratava. Depois de colocar a estratégia em ação, venceram a defesa juntos para ganhar o campeonato.
— Tente.
Com a resposta curta de Josh, Ed sorriu evasivamente. Havia tensão entre os dez homens. Logo depois, a bola saiu voando e a protuberância atingiu seu corpo.
— Josh! — Ed gritou, pegando a bola no alto.
Perseguindo a bola voadora em uma longa parábola, Josh começou a correr como um louco. Assim que evitou a pessoa que bloqueava a frente, alguém correu para agarrá-lo pela cintura. Sem surpresa, outra pessoa bloqueou a frente de Josh, que se virou e o evitou. Josh o empurrou com força com o ombro.
— Corra, corra, Josh!
Os mesmos membros da equipe de ataque gritaram e bloquearam a defesa com força. Josh, que conseguiu tirar o homem da cintura, correu mais rápido. Logo depois, cruzou a linha de chegada e os mesmos membros da equipe sacudiram os punhos e gritaram.
— Touchdow!
— Ei, Josh! Você ainda tem o toque!
— Ei, você deve ter destruído o K High com isso!
Foi quando todos correram, abraçaram Josh em grupo, gritaram e gozaram com alegria a vitória. Intoxicados pelo grande triunfo, não perceberam que um estranho visitante cruzava o estádio.
O visitante caminhou diretamente para eles sem qualquer distração. O gramado bem cuidado engoliu completamente o som de seus passos, e a atmosfera alegre de alguns momentos atrás foi apagada, deixando um frio na espinha de vários.
— Ei.
Tommy, que de repente virou a cabeça, tardiamente se deparou com um homem. Mas não podia se dar ao luxo de fazer nada. Mais ou menos no mesmo instante, o homem agarrou o queixo de Tommy e o empurrou, e ele caiu com aquela ação simples.
O homem, que empurrou várias pessoas grandes ao redor dele completamente e sem espaço para vê-lo, agarrou Josh pelo ombro. Josh, que estava brincando com seus amigos pela primeira vez em muito tempo, não havia percebido a situação até então. O homem o pegou desprevenido, puxou-o e de repente Josh bateu nele por reflexo.
O som estranho de um osso girando soou. Josh, acenando com o punho aberto, parou. O homem loiro impressionante em um terno azul escuro, que não combinava nem um pouco com o estádio, tinha um cheiro suave e doce que Josh tinha acabado de esquecer. O cheiro, que vagava sutilmente pelo campo, era forte o suficiente para distorcer as testas das pessoas que estavam lá naquele momento. A seus pés, os óculos escuros que acabavam de ser espancados e arrancados de seu rosto se despedaçaram.
O homem, que havia sido esbofeteado do nada, lentamente esticou seu corpo enrolado. Quando ergueu totalmente as costas, Josh e todos olharam para ele. Um homem quinze centímetros mais alto que Josh olhou para ele e abriu a boca silenciosamente.
— Bailey.
Continua…
✓ Tradução: Fabiana
✓ Revisão: Yuri
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