Capítulo 00
Ang Ang: Hard-Boiled Love
— Prazer em conhecê-lo, sou Yoon Hwayoung.
O homem, mais belo que uma mulher, sorriu como uma flor. Gyuwon, seu guarda-costas, corou até as orelhas e baixou a cabeça. Quase dois metros de altura, músculos secos, pele bronzeada, nariz alto, arco do cupido bem marcado, sobrancelhas grossas e olhos estreitos… A aparência daquele homem tímido era assustadora demais, mesmo para um guarda-costas. Nascido com físico e reflexos de atleta, ganhava a vida como mercenário, mas parou porque o complexo que tinha com a própria aparência era tamanho que chegou a planejar uma cirurgia plástica.
Comparado a ele, Hwayoung era lindo. Com um rosto de tirar o fôlego, um corpo fantástico e um emprego bem pago, era o terceiro filho do Grupo Yoon, um sindicato criminoso de alcance nacional. Andava sendo perseguido por um stalker por causa de seu charme fora do comum. O Grupo Yoon contratou Gyuwon para proteger o caçula querido da família e o recebeu a contragosto — mas os olhos de Hwayoung brilharam na mesma hora. Para Hwayoung, que queria criar um gato grande, forte e bonito, Gyuwon era o homem ideal que vinha procurando.
Um dia, enquanto o escoltava, seguiu Hwayoung até um clube de SM exclusivo para gays, o “DUNGEON”.
— Sabe em que eu sou melhor? Em reconhecer masoquistas. Deve ser instinto.
Hwayoung olhou para Gyuwon com um sorriso gentil e cruel. Percebendo de imediato que Gyuwon era um praticante de SM com inclinação para sub gay, Hwayoung propôs que fossem parceiros de cena… Gyuwon se deu conta de que o tipo ideal que sempre quisera estava bem à sua frente, e sentiu que obedeceria a Hwayoung incondicionalmente. Resistiu fracamente, mas quando a mão de Hwayoung o tocou, um gemido escapou de sua garganta.
— Sua voz de choro é mesmo adorável, Gyuwon.
As costas de Gyuwon ficaram docemente dormentes. A dor que vinha era só o prelúdio de um prazer doce.
—
Prólogo
As hélices do helicóptero rugiam alto. Os mercenários entravam um a um. Um homem que corria de longe ultrapassou os mercenários que corriam à sua frente e saltou primeiro para dentro do avião de transporte. Um refém estava pendurado em seu ombro, que tinha 2 metros de altura. Assim que colocou o refém no chão, ele se prendeu à RT-20 instalada (rifle de precisão, alcance efetivo de 1.800 m. O uso contra pessoas é proibido pelo direito internacional) e puxou o gatilho com cuidado, mirando nos inimigos que corriam atrás dele. A bala, que pode perfurar até um veículo blindado, explode ao atingir uma pessoa, atacando também os que estão ao redor.
— Decolem!
Quando o homem gritou, o helicóptero se elevou. Mesmo naquele momento, as mãos do homem não paravam de se mover. Não havia um único traço de hesitação em seu rosto enquanto ele carregava e disparava uma bala após a outra. A perseguição do inimigo foi retardada pela contenção feroz do homem, e nesse meio tempo, os mercenários continuavam a embarcar no avião de transporte. Quando o helicóptero já estava a mais de um metro do chão, o último mercenário ainda corria. No instante em que o homem estendeu a mão, o mercenário agarrou-a, e o homem o puxou para cima com uma só mão. Quando os inimigos correram novamente, o helicóptero já havia decolado completamente e estava muito além do alcance.
O homem, vendo o refém resgatado tremendo, sem conseguir entender direito a situação, estendeu a mão. Naquele momento, a mulher gritou: — Kyaaak! — e cobriu a cabeça, encolhendo-se. O homem que a carregou e correu para resgatá-la, o primeiro a receber a condecoração, virou-se para o colega com uma expressão constrangida.
— Eu disse para você fazer uma plástica, Capitão.
Por fim, Jake correu e quase o deixou para trás, mas o homem se afastou sem dizer nada. Então, ao sentar-se no banco mais distante, na diagonal oposta à mulher, as pessoas ao redor lhe lançaram olhares de compaixão.
— Capitão, o senhor vai realmente se aposentar?
Um jovem mercenário, de vinte e dois anos, sentado ao seu lado, perguntou-lhe. O homem, que tinha o rosto de um criminoso perverso, assentiu com uma expressão sombria, pensando se já houve algum resultado tão desastroso da combinação entre Oriente e Ocidente. Ele não parava de fazer promessas a si mesmo de que ganharia mais dinheiro e faria uma plástica.