⌀ — Capítulo 10.2
↫─Capítulo 10.2
Chicago. Amber gostava daquela cidade. Desde sua pronúncia única que vinha da língua nativa americana até as estradas sempre movimentadas, a vista noturna do centro e as pontes que davam a ilusão de estar isolado do mundo, ele gostava de tudo. O sotaque de Tennessee ao pronunciar Chicago não era exceção. Estranhamente, Tennessee não tinha sotaque. Apesar de se chamar Tennessee, não havia o menor traço do característico sotaque arrastado do Sul. “Ele nunca o teve ou tinha se livrado dele?” Mesmo sem ter como saber, Amber tinha muitas perguntas.
― Nós chegamos.
Amber, que tinha estacionado o carro, acordou Tennessee gentilmente com um toque suave. Tennessee tinha adormecido novamente.
― Eu vou pegar a cadeira de rodas.
― Eu não preciso disso.
― Sim, você precisa.
“Se você não quer a cadeira de rodas, quer que eu te carregue?”
Tennessee, que estava franzindo a testa abertamente, relutantemente entrou na cadeira de rodas com um rosto resignado porque sabia que, se dependesse de Amber, ele realmente tentaria carregá-lo. E conhecendo Amber, ele provavelmente faria isso de boa vontade e até mesmo aproveitaria. Enquanto Tennessee, agora sentado na cadeira de rodas, movia as mãos, Amber transferia a bagagem sem esforço.
Tennessee ficou surpreso com a quantidade de bagagem nas mãos de Amber. Como sua estadia no hospital não tinha sido longa, ficou surpreso com a quantidade de coisas que havia. Para alguém como Tennessee, que sempre viveu de forma minimalista, foi especialmente chocante que a maior parte daquela bagagem pertencesse a ele.
É claro que Tennessee não tinha comprado nada daquilo; a maior parte tinha sido comprada por Amber. Olhando para toda aquela bagagem, Tennessee pensou que talvez o total de pertences de todos os lugares onde já morou não somasse tudo aquilo.
― Jogue fora.
Ele quis dizer que não precisava levar tudo, já que seria difícil para ele, mas Amber olhou para Tennessee como se ele fosse o pior assassino do século.
― …Você não quer?
Incapaz de dizer que provavelmente não usaria a maior parte daquilo de qualquer forma, Tennessee decidiu não responder nada.
Naturalmente, levou um bom tempo para Amber organizar toda a bagagem. Observando Amber, Tennessee sentiu que ele não estava apenas arrumando, mas sim infundindo a casa com um ‘toque humano’.
A maneira de Amber organizar era diferente da de Tennessee. O método de Tennessee era simples: tudo em seu devido lugar, mesas, parapeitos de janelas, mesas de jantar e balcões de cozinha completamente vazios.
No entanto, Amber não tentava guardar tudo o que estava à vista só por guardar. Então sempre havia coisas que poderiam ser usadas com frequência colocadas no balcão da cozinha ou na mesa de jantar.
Talvez seja isso o que querem dizer com toque humano. Ver esses objetos triviais fez Tennessee pensar assim.
Quando Amber terminou seu trabalho, o sol já tinha se posto.
― Posso tomar um banho?
Amber perguntou enquanto limpava o suor que escorria pelo queixo com o ombro, e Tennessee acenou com a cabeça. No som tênue de água corrente, Tennessee assistiu TV pela primeira vez em muito tempo. Um jogo da NFL estava em pleno andamento.
― Então você é americano afinal.
Amber se aproximou por trás do sofá enquanto secava o cabelo.
“O que você quer dizer com isso?”
A expressão de Tennessee se tornou enigmática.
― Pensei que você não se interessaria por esse tipo de coisa.
― E não me interesso.
― Ligou porque estava entediado?
Gotas de água não totalmente secas caíram sobre os ombros e a cabeça de Tennessee como uma chuva leve. Estava frio, mas estranhamente revigorante.
Amber apoiou os braços sobre o encosto do sofá onde Tennessee estava descansando. Sua pele, mais fria do que o habitual, tocou o pescoço e as orelhas de Tennessee.
― Não está com fome? Deveríamos pedir algo?
― Não.
Tennessee falou rigidamente e mudou de canal. Ele teve a ilusão de que a pele de Amber tocando-o estava ficando progressivamente mais fria.
― Está tarde, você não deveria ir?
― Eu não posso.
A resposta saiu como se ele estivesse esperando por isso.
― Por quê?
Então veio a voz suave vinda de cima.
― Elizabeth me disse para não ir. David também me disse para me mudar. Não estamos em bons termos porque não me inscrevi para Michigan ou Dartmouth.
Conhecendo bem o imenso amor que os pais adotivos de Amber tinham por ele, a expressão de Tennessee mudou. Apenas nas últimas semanas, quantas vezes seus pais adotivos tinham visitado Amber?
― Me dê seu telefone.
― …Não. A bateria acabou, então está desligado.
Logo após dizer isso, uma vibração soou de algum lugar. Era do bolso da calça de Amber. Não houve mudança na expressão de Tennessee, mas pareceu que a temperatura ao redor deles caiu cinco graus.
― Entregue.
― Não.
Amber se jogou no sofá adjacente para evitar ter seu telefone pego e se encolheu.
― Me dê.
― Absolutamente não. Traga um mandado.
Mandado, meu ovo. Olhando para Amber encolhido como um tatu, Tennessee entrou em contemplação. Mesmo não estando na melhor condição física, Tennessee poderia facilmente dominar Amber. Mas ele não queria fazer isso com ele.
“Tudo bem.” Tennessee desistiu facilmente.
― Então eu posso dormir aqui, certo?
Amber perguntou com olhos brilhantes depois de esconder com segurança seu telefone. Um suspiro suave e indecifrável caiu. Com uma atitude que poderia ser tanto aceitação quanto resignação, Tennessee acenou com a mão de forma dispensativa.
Ele nunca pensou que poderia facilmente se livrar dele em primeiro lugar. Além disso, tinha se acostumado com sua presença depois de estarem juntos nas últimas semanas.
Depois de pensar até aí, Tennessee abaixou o volume da TV. Franzindo ligeiramente a testa, Tennessee se virou para Amber, que ainda estava se contorcendo como uma lagarta.
― …Você não tem aula?
Não eram férias, no entanto Amber estava vagando por ali sem pressa. A menos que fosse para buscar alguns pertences ou resolver assuntos importantes, ele praticamente morava no hospital com Tennessee.
― Eu peguei uma licença temporária.
― Você largou a faculdade?
― Não, apenas uma licença.
― Como?
Tennessee sabia sobre anos sabáticos, mas era sua primeira vez ouvindo sobre ser capaz de dar pausas livremente enquanto estava na faculdade.
― Eu disse a eles que sou cidadão duplo do Vietnã e dos EUA, e que o Vietnã tem serviço militar obrigatório, então eu tenho que ir. Eles me deram a licença imediatamente.
― …Você é vietnamita?
Amber tinha traços brancos típicos, apesar de seu cabelo preto. Incapaz de esconder sua surpresa com essa informação inesperada, Tennessee perguntou, e Amber sorriu gentilmente.
― Tennessee, você é tão ingênuo por acreditar nisso. Eu nunca nem estive no Vietnã. Eu, vietnamita? Pessoas daquele país ririam.
― Eu descobri que não há tantos países com serviço militar obrigatório quanto eu pensava. Mas países como a Coreia e Israel são ainda mais rígidos… ― Pela explicação detalhada de Amber, Tennessee percebeu, embora não soubesse os detalhes, que essa licença não tinha sido obtida por meios legais.
Quando perguntado como conseguiu a documentação, Amber desviou o olhar sem jeito e mudou de assunto.
― É tão bom estar de volta depois de tanto tempo.
― …
― E eu estava pensando nisso de qualquer forma. Eu estava pensando em mudar de curso.
Amber disse que, embora suas notas fossem boas, ele originalmente queria seguir um caminho diferente. Ao contrário do passado, Amber não falava mais muito sobre si mesmo, como se insinuasse que Tennessee também não deveria, dado o quão pouco tinha compartilhado apesar da curiosidade de Tennessee, então isso era raro.
― Não tenho certeza. Mas na época, pensei que este curso seria… útil para mim de muitas maneiras.
Se Tennessee não tivesse percepção, ele poderia ter perguntado sobre o curso de Amber. Mas detectando perigo no sorriso gentilmente curvado de Amber, Tennessee se absteve de perguntar mais. Amber adicionou mais uma coisa.
― Eu só vou dizer que passei por muitas mudanças de atitude durante os dois anos em que você me abandonou.
“…A universidade de Amber sequer tem um curso relacionado à criminologia?”
― Não tenho certeza se este curso será necessário para mim no futuro. Eu só espero que não seja.
A faculdade de direito exigiria um diploma de bacharel. Então deve ser justiça criminal, afinal. Talvez ciência da computação ou diplomacia política, estudos internacionais…
― Se não for isso, o que você gostaria de estudar?
― Faculdade de medicina.
Tennessee imaginou Amber em trajes cirúrgicos ou de jaleco branco. Combinava muito bem com ele. Ele provavelmente seria um médico atraente.
― Mas ultimamente também tenho sido atraído pela psicologia…
― Apenas escolha um, ― Tennessee disse em um tom irritado, e Amber caiu na gargalhada, dizendo que era uma piada. No entanto, quando Amber disse ‘Eu só espero que não seja necessário,’ qualquer um podia ver que ele estava falando sério.
Eles foram para uma caminhada matinal com Tennessee em sua cadeira de rodas. Estava um dia bonito. Quando a brisa fresca soprava, as folhas faziam sons agradáveis enquanto batiam uma contra a outra.
Caminhando lentamente pelo caminho, eles trocavam conversas triviais. Como Amber não compartilhava muito sobre si mesmo, a maior parte do diálogo consistia em Amber fazendo perguntas e Tennessee respondendo. Eram em sua maioria perguntas simples e pequenas, adequadas para uma caminhada matinal.
Se você bebe leite, prefere desnatado, 1% ou 2%? Esse tipo de conversa. Eu realmente não me importo. Quando Tennessee disse isso, Amber continuou pressionando por uma opinião, dizendo que deve haver coisas que você prefere menos e mais.
― Eu apenas bebo qualquer um.
Enquanto dava qualquer resposta apenas para enrolar, passos leves se aproximaram por trás. Era uma mulher correndo. Ao passar por eles, ela os cumprimentou.
― Bom dia.
Amber respondeu com um sorriso formal.
― Bom dia.
A mulher, com seu cabelo ruivo bem amarrado fluindo, correu por eles, e vinte minutos depois, passando por eles em sua segunda volta, ela falou com eles. Amber e Tennessee estavam no meio de uma discussão sobre se o bacon deveria ser crocante ou não.
― Vocês são as pessoas novas que se mudaram, certo?
― É.
Amber, irritado por a discussão sobre o bacon ter sido interrompida, respondeu secamente sem nem olhar para a mulher. Normalmente, quando as pessoas faziam perguntas como essa, isso levava a algumas conversas inúteis de ida e volta – coisas como, “Onde você morava antes?” Mas Tennessee, sentado em sua cadeira de rodas, permaneceu tão quieto quanto.
Tennessee, que esteve reclinando a cabeça para trás sentindo a brisa fresca, apenas moveu os olhos para olhar para a mulher. Seu olhar era sem expressão.
Dois homens de idade semelhante. Morando juntos com um em uma cadeira de rodas. Não era uma combinação facilmente esquecível. Tendo pensado até aí, Tennessee prontamente falou.
― Você mora neste bairro?
― Sim, eu moro aqui desde o ensino fundamental. Embora eu tenha feito o ensino médio em outro condado.
A mulher respondeu com um sorriso brilhante.
“Esta mulher. Se você vai se exercitar, apenas foque na sua corrida, quer haja uma cadeira de rodas ou um submarino passando.”
Os lábios de Amber se contorceram, consciente de quão perfeitamente comum e gentil Tennessee parecia para os outros. Eles agora estavam fazendo uma conversa leve.
― Tem chovido muito ultimamente. Felizmente não foi um tornado.
― É, ouvi dizer que outros estados já tiveram furacões.
― Tennessee.
Amber parou abruptamente, cortando as palavras da mulher. A mulher que estava correndo levemente ao lado deles também desacelerou.
Amber contemplou por 0,5 segundos. Mas a contemplação não durou muito.
― Não se divirta muito conversando. Isso me deixa com ciúmes.
As sobrancelhas de Tennessee subiram e a confusão se espalhou pelo rosto da mulher. Amber virou a cadeira de rodas logo em seguida. Tennessee não pôde deixar de dar um sorriso de canto.
― Até mais tarde.
Sem um traço de humor, Amber se despediu dela – uma cortesia mínima esperada de um cidadão moderno vivendo em uma sociedade civilizada.
― Da próxima vez, só precisamos colocar um aviso. ‘Os dois do N-ésimo andar são gays.’ Assim.
Tennessee zombou assim que eles entraram em casa.
― Essa é uma ótima ideia. Vou imprimir cerca de duzentas cópias agora mesmo. Deveria distribuí-las no condado vizinho também?
Amber sabia que tinha agido impulsivamente, mas isso não o fez se sentir melhor. Por que Tennessee era tão gentil com todos, exceto com ele? Ele não precisava ser legal com ninguém.
― Não aja de forma imprudente.
Sentado no sofá, Tennessee encarou intensamente enquanto Amber arrumava a cadeira de rodas. Sentindo o olhar, Amber se virou. Seus lábios vermelhos desapareceram brevemente atrás dos dentes brancos antes de reaparecerem.
― Tente dizer ‘bom dia.’
Amber instou.
― Para mim, agora mesmo.
― …Bom dia.
― Não assim.
‘Boa tarde, Oficial.’
Tennessee podia ser tão educado quanto quisesse.
‘Ele é tão atencioso e empático, parece um bom adulto.’
Foi o que Elizabeth disse sobre Tennessee uma vez.
Se quisesse, ele poderia ouvir a história de qualquer pessoa e empatizar.
― …Não, me desculpe por ser infantil.
― Bom dia, Amber.
Ele não disse isso em um tom alegre, mas Tennessee claramente disse as palavras em sua própria voz.
― Eu não sei por que isso é tão importante para você.
O tom de Tennessee implicava que ele estava fazendo isso porque Amber queria que fizesse.
‘…Eu não queria machucar você, de todas as pessoas.’
Amber tinha certeza de que algo estava definitivamente mudando.
― …Humm,
Amber se ajoelhou para se igualar ao nível dos olhos de Tennessee no sofá.
Tennessee só tinha um leve cheiro de hortelã por ter escovado os dentes. Embora estivesse hesitando, Amber se aproximou dele. As pálpebras se moveram, revelando pupilas límpidas. Ele não sabia se aquilo estava tudo bem. Ele honestamente não sabia.
Amber teve a estranha experiência de sua mente ficar em branco, apesar de estar cheia de todo tipo de pensamentos. Ele fechou os olhos. A luz do sol quente tingiu sua visão.
Lábios trêmulos se encontraram.
― …Ah.
Amber mordeu o lábio, soltando uma respiração cheia de tensão. Eles tinham se tocado. A respiração quente se encontrou na ponta do seu nariz, e ele definitivamente tinha abaixado seus lábios sobre os dele.
“Ele está com nojo? Ele vai gritar para eu ir embora imediatamente?”
Tais preocupações fizeram as mãos de Amber tremerem ligeiramente. Naquele breve momento, Amber procurou por qualquer sinal, como se não quisesse perder nem mesmo a menor mudança na expressão de Tennessee.
Não houve muita reação da parte de Tennessee. De alguma forma, ele sentiu que já tinha vivenciado tal urgência antes. Enquanto Amber desesperadamente pressionava seus lábios contra os de Tennessee, ele se lembrou de um momento do passado. Parecia quando ele tinha respondido à sua pergunta pela primeira vez. Refletindo sobre isso, Tennessee sempre tinha sido sutilmente afetuoso.
Terrivelmente afetuoso. Assim como agora.
Amber sugou o lábio inferior de Tennessee profundamente e exalou uma respiração rasa. Ele estava com medo de olhar nos olhos de Tennessee. Ele empurrou sua língua fundo em sua boca, separando seus lábios umedecidos. Seu corpo inteiro tremia. Ele pressionou seu corpo contra o dele sentado no sofá. Em algum momento, suas costas ficaram completamente enterradas no encosto do sofá.
― Haa… Tennessee…
Amber abaixou os olhos depois de separar os lábios. Então, incapaz de resistir, pressionou seus lábios no pescoço de Tennessee. A imagem de Tennessee que tinha capturado naquele momento não saía de sua mente, então Amber fechou os olhos com força e praticamente enterrou os lábios na pele de Tennessee.
― Haah…
Os lábios de Tennessee estavam mais vermelhos do que o habitual, sua firmeza habitual estava suavizada. Embora não tão sem fôlego quanto Amber, Tennessee também estava arfando pesadamente.
― Haa, ha-, Tennessee… é tão gostoso… Coloque sua língua na minha boca também.
Amber sussurrou, separando os lábios. Suas respirações colidiram, e quando Tennessee inclinou a cabeça, seu lábio inferior encontrou o de Amber. Uma língua entrou. Hnnng… Amber soltou um gemido que soou como um ganido.
― Minha língua, sugue com mais força. Por favor, sugue com mais força.
Quando Tennessee tentou morder seus lábios, Amber rapidamente implorou. Os cílios abaixados de Tennessee criavam sombras escuras. O rosto concentrado de Tennessee era loucamente erótico. Parecia que ele poderia gozar só de ter sua língua sugada devidamente.
Respirações quentes se espalharam. Respirar tão pesadamente deixou sua cabeça zonza. Tremendo, Amber abraçou Tennessee. Então, vendo Tennessee fechar o punho com dor, ele imediatamente afrouxou o aperto. Amber tocou os ombros largos de Tennessee, as costas firmes, seguindo os contornos suaves de seu torso e linha da cintura. Músculos firmes e ossos do quadril podiam ser sentidos sob sua palma.
Exalando a respiração que tinha subido até o queixo, Amber olhou para Tennessee com olhos trêmulos. Um olhar pedindo permissão. Então Amber umedeceu a língua e lentamente abaixou o corpo. A mão de Amber se moveu em direção à frente da calça de moletom de Tennessee.
Como guardando a parte mais deliciosa para o final, Amber focou apenas no nó na frente dele, não colocando a mão na área importante de Tennessee. Estando fora de si, seus braços inteiros tremiam de tensão, em vez de apenas as pontas dos dedos.
Tennessee parou as mãos de Amber. Ah… Amber soltou um pequeno gemido revelando sua decepção. Enquanto ouvia o gemido persistente, Tennessee desfez o nó facilmente com uma mão. E então parou de mover a mão. Como se dissesse ‘tente tirá-las.’
O pomo de Adão de Amber deu um grande salto. Quando ele agarrou o cós e puxou para baixo, Tennessee ergueu ligeiramente o quadril para ajudar o movimento. Agora tudo o que restava na parte inferior do corpo de Tennessee era sua cueca boxer.
Amber já tinha visto Tennessee de cueca várias vezes antes. Tennessee nunca vestia roupas para dormir, e mesmo depois de tomar banho, saía do banheiro vestindo apenas cueca sem se importar. Parecia estar acostumado a sair completamente pelado, pois Amber já tinha visto sua bunda através da fresta da porta antes. No entanto, Amber nunca tinha visto a nudez completa de Tennessee. Ele só tinha imaginado seu corpo até agora.
Antes de tirar a boxer de Tennessee, Amber olhou nervosamente ao redor, pois sua própria ereção sob a calça estava obviamente perceptível.
Tennessee não disse nada, mas seus olhos estavam cheios de paixão.
Isso era inédito. Amber sempre tinha imaginado Tennessee assim – reagindo a ele, sedutor, transbordando de emoção e desejo.
A cueca preta finalmente deslizou pelas suas coxas.
― Aah…
Como se estivesse encantado, Amber abaixou a cabeça e pressionou a ponte firme de seu nariz contra sua virilha. Embora o cheiro masculino familiar emanasse de Tennessee, Amber não sentiu repulsa.
Seu pau, ligeiramente mais escuro do que o tom de sua pele, estava meio ereto. A glande redonda estava inchada acima do pênis bem desenhado que não era particularmente curvado. Era grande, mesmo que o sangue ainda não tivesse corrido totalmente para ele. Já era grande demais para caber facilmente em sua boca, mas esse fato só fez sua cabeça ficar mais quente e sua visão girar.
― Hah…
Um gemido explodiu de Tennessee acima da cabeça de Amber. Amber se lançou gulosamente e franziu os lábios.
Amber nem sequer tinha experiência com beijos. Tennessee era o seu primeiro. Sendo assim, ele era desajeitado, mas sua boca estava quente e Amber tentou o seu melhor para dar prazer a Tennessee. Seus movimentos mostravam claramente tal desejo.
― Abra a boca direito.
Depois de alguns suspiros preguiçosos, Tennessee não pôde deixar de falar, pois os dentes de Amber tinham raspado em sua pele várias vezes.
Ao contrário da ordem, as mãos de Tennessee eram gentis. Depois de fazer com que ele abrisse os lábios gentilmente, ele segurou a nuca dele como se o abraçasse. Era um toque que parecia que Amber poderia empurrar a qualquer momento se quisesse.
― Você precisa segurar a ponta direito.
Amber, que esteve estupidamente empurrando e sugando em direção à garganta, lentamente soltou o pau. Totalmente ereto, Tennessee permitiu que apenas a glande permanecesse dentro da boca de Amber.
― Se for demais, você pode tirar.
Amber expressou sua intenção com os olhos. Para ser considerável com Amber, Tennessee teve que segurar suas próprias rédeas com força. Além da língua macia, a glande inchada e quente empurrou fundo, roçando contra o céu da boca irregular.
Tennessee tinha a intenção de puxar para fora se Amber engasgasse, mas em vez disso, Amber abriu mais a garganta e encontrou seu olhar fervorosamente. Mesmo com uma ereção na boca, sugando profundamente, o rosto bonito e os olhos límpidos de Amber permaneciam marcantes, fazendo o tesão de Tennessee subir caoticamente. Respirando pesadamente de luxúria, Tennessee se reclinou profundamente no sofá.
― Mais fundo, coloque tudo para dentro.
Tennessee era um bom professor e Amber era um estudante entusiasmado. À medida que Amber se acostumava com o pênis quente, tentava mover a garganta por conta própria. Tennessee acariciou sua cabeça para cima ao contrário.
A mão de Tennessee envolveu a nuca de Amber como se dissesse que ele estava indo bem. Mesmo arfando e fungando pela falta de ar, Amber colocou Tennessee fundo no fundo de sua garganta. Hah… um gemido passou raspando por sua orelha.
― Você está indo muito bem.
Incentivado, Amber moveu a garganta.
Para Tennessee, fazia muito tempo desde que tinha tido estimulação sexual. Ele nem sequer tinha se masturbado enquanto estava no hospital, e antes disso esteve ocupado demais com o trabalho para sequer pensar sobre isso. Parecia que ele alcançaria o clímax mais cedo do que o habitual. Sua respiração ficou mais bruta. O queixo de Tennessee gradualmente se inclinou para cima.
Sentindo a reação de Tennessee, Amber usou ambas as mãos para se mover mais rapidamente e descaradamente, estimulando seu prazer.
Sons molhados ecoaram, e bem quando estava prestes a ejacular, Amber de repente puxou a cabeça para trás.
O membro avermelhado de Tennessee balançou como se em protesto. Tennessee, que tinha sido bloqueado logo antes de gozar, olhou com respirações entrecortadas. Amber sentiu seu corpo inteiro tremer sob o olhar focado de Tennessee. Tennessee estava completamente fixado apenas nele. Pensar que ele poderia ficar assim.
No entanto, mesmo se sentindo eufórico com aquele olhar, Amber permaneceu irredutível.
― Você não tem algo para me dizer?
Os lábios de Amber estavam cobertos por uma longa trilha de saliva. Os olhos de Tennessee, seu rosto mais vermelho do que o habitual, escrutinaram Amber minuciosamente. Amber mediu ansiosamente sua paciência.
Ele ainda não tinha dito nada a ele. Amber se lembrou de incontáveis dias cheios de lágrimas e medo, sobrecarregado por como a covardia de Tennessee o fazia se sentir incompleto e inseguro.
― Você vai se apaixonar por mim.
Era uma profecia.
Tennessee, com os lábios ainda molhados da boca de Amber, simplesmente olhou para ele. Como Tennessee não respondeu, como não deu a Amber a resposta que ele buscava desesperadamente, Amber se recusou a deixá-lo gozar até o fim.
Era uma determinação clara, aprendida de sabe-se lá onde.
── ⋆⋅☆⋅⋆ ──
Ele tinha dormido demais. Isso acontecia às vezes quando Amber estava ao seu lado. Tennessee olhou para a luz do sol perfurante além da janela e saiu para a sala sozinho. Um cheiro delicioso pairava no ar.
Amber devia ter feito o café da manhã novamente. Era sempre surpreendente como alguém tão sensível quanto ele conseguia dormir profundamente enquanto Amber barulhava sozinho na cozinha.
Tennessee virou a cabeça procurando por sinais de vida, mas a casa estava estranhamente silenciosa. Quando ele foi para a cozinha, havia comida, mas não havia Amber.
― Amber.
Tennessee chamou da sala, mas não houve resposta. Estava silencioso. Talvez ele estivesse evitando-o por causa de ontem. Não, Amber não era do tipo que fugia de tais coisas. Fugir era geralmente o método que ele mesmo escolhia. Talvez Amber tivesse saído para lhe dar espaço, sabendo que Tennessee poderia querer fugir.
Ele checou o telefone e viu uma mensagem de texto.
[Fui fazer compras, volto logo. O que você quer para o almoço?]
O tom era obviamente afetuoso. Enquanto Tennessee mexia na tela, virou a cabeça.
‘Não, eu não vou te deixar ir se você não disser.’
‘Dizer o quê?’
‘Qualquer coisa, desde que seja sincero, me diga.’
‘…’
‘Teimoso como sempre.’
Amber então, como se para se exibir na frente de Tennessee, abaixou as calças e puxou seu pênis ereto. Como se para provocar Tennessee, que não ousaria se masturbar na frente de Amber, ele descaradamente envolveu a mão em seu pau e a moveu. Ele não escondeu seus gemidos de forma alguma.
‘Hnngh… Ah, aah, é tão gostoso.’
Amber se masturbando na frente do pênis de Tennessee que tremia miseravelmente estava próximo do obsceno. Com os olhos avermelhados, ele agarrou seu pênis e o balançou na frente de Tennessee. Depois de esfregar a glande com o polegar, ele segurou firmemente o corpo do membro para conter a vontade de gozar. Observando Tennessee incapaz de tirar os olhos dele, ele moveu a mão implacavelmente.
Era como pornografia vívida, não, como estar em Sodoma e Gomorra. Revelava a natureza humana primal da luxúria. Tennessee tentou recordar conscientemente o jovem Amber para superar sua paixão. Justo quando o tesão de Tennessee começou a diminuir,
‘Não fuja.’
Amber agarrou o queixo de Tennessee com a mão, pegajosa de fluido. Amber ordenou que ele olhasse para ele. E então moveu o braço com veias salientes e logo soltou um longo gemido como se tivesse queimado e virado cinzas.
Aquele foi o seu orgasmo. O fluido branco espirrou no pau ainda ereto de Tennessee, em sua barriga e em seu peito. Respirando de forma trêmula, Amber beijou gentilmente o queixo de Tennessee. Sem tocá-lo até o fim.
Era uma batalha de teimosia.
― …Você é louco.
Tennessee sentiu suas bochechas quentes e conscientemente voltou sua atenção para outro lugar. A mensagem de Amber, ainda sem resposta, permanecia na tela.
[Qualquer coisa. O que você quiser comer.]
A resposta veio imediatamente, como se ele estivesse esperando.
[Vamos fazer rolo de carne? Ou que tal o Philly cheese steak que comemos da última vez?]
Parecia se referir ao sanduíche que comeram na lanchonete. Rolo de carne exigiria mais esforço, então seria melhor apenas pedir comida para viagem.
[Philly cheese steak. Você pegou meu cartão, certo?]
Porque Tennessee não parava de insistir, Amber teve que usar seu cartão não apenas para fazer compras de mercado, mas também para comer fora e até para abastecer.
[Sim. Eu ainda não consigo me acostumar a usar seu cartão toda vez.]
Tennessee nunca tinha usado cartões por causa dos registros de pagamento, mas se acostumou a usá-los enquanto trabalhava na segurança de uma empresa multinacional. Embora o nome nele fosse diferente, já que usava um pseudônimo, era uma mudança que nem mesmo o Tennessee do passado poderia ter previsto.
[Você precisa de mais alguma coisa?]
De certa forma, não era diferente de como outras pessoas conversam, mas para Tennessee, soava como a voz gentil e carinhosa de Amber. A forma e a natureza eram as mesmas, mas o significado era diferente. Para Tennessee, Amber e os outros sempre tinham sido assim.
Depois de enviar uma mensagem dizendo que aquilo era suficiente, Tennessee se virou e descobriu um papel no balcão da cozinha.
Era um cartaz com a bandeira americana desenhada nele.
–Grupo de Apoio para Veteranos Superando o TEPT–
Olhando para a data, era amanhã. Parecia ser um grupo de apoio em Chicago. Ele não queria passar o tempo sentado em um círculo ouvindo histórias de pessoas pelas quais não estava interessado e desperdiçando um tempo que seria insignificante. Poderia ser de grande ajuda para alguém, mas não para ele. Tennessee dobrou o papel ao meio e o colocou sobre o balcão.
Não muito tempo depois de comer o café da manhã preparado, Amber voltou. Tennessee, que estava no quarto, podia ouvir todos os movimentos, mas se sentia sem jeito e não saiu para cumprimentá-lo. Ele teve o pensamento um tanto tolo de que era como um cão esperando seu dono voltar, algo que nunca tinha vivenciado antes.
O som da porta se abrindo, os sons ocupados de colocar os itens comprados um por um na despensa e na geladeira encheram a casa.
Tennessee fechou os olhos e pensou nos dias que deveria ter vivido. Quão contrastantes esses dias eram em relação a agora.
Estou com febre? Tennessee colocou a mão na testa e teimosamente permaneceu no quarto até que os sons diminuíssem. Como se soubesse bem disso, Amber não chamou por Tennessee.
Na hora do almoço, havia um formulário de autodiagnóstico de TEPT.
Você já vivenciou ou testemunhou um evento envolvendo medo extremo, impotência ou ameaça à vida?
As perguntas começavam assim. Ao lado, havia um lápis bem apontado. Por alguma razão, o lápis perfeitamente posicionado irritou a atrofia de Tennessee.
Assim como Amber fazia com seus cigarros, Tennessee sem esforço quebrou o lápis ao meio e o colocou de volta.
Ao cair da noite, havia um livro.
[TEPT 101]
Não havia necessidade de nem olhar para isso. Dizem para não julgar um livro pela capa, mas neste caso, a capa era o conteúdo. Tennessee o jogou no lixo.
O relógio marcava 6 horas. Amber tinha saído dizendo que tinha algo para fazer e ainda não tinha voltado. Hoje, Amber apareceu e desapareceu instantaneamente como um duende doméstico.
“Eu cometi um erro? Eu o machuquei novamente?”
Tennessee estava perdido em pensamentos. Amber não teria deixado aquelas coisas relacionadas ao TEPT sem motivo. Talvez na noite passada ele pudesse ter machucado Amber novamente. Talvez por isso Amber estivesse evitando-o.
Como ele poderia explicar o choque e a raiva que sentiu quando Amber apareceu com o dedo enfaixado? Mas o perpetrador não era outro senão ele mesmo.
― Eu comprei chimichangas também.
Amber apareceu com comida mexicana, chamando de lanche da madrugada. Tennessee, que esteve olhando documentos, saiu para a sala. Antes de cumprimentá-lo, Tennessee inspecionou cuidadosamente Amber da cabeça aos pés, checando por hematomas escondidos, ferimentos ou sinais de dor com olhos afiados e implacáveis.
― Você gostou do seu jantar?
Amber disse que tinha feito bife e vagem antes de sair. Então foi até a cozinha para checar quanta comida tinha sobrado.
― Você comeu bastante.
Amber disse, não escondendo seu humor animado, e Tennessee não conseguia afastar a sensação de estar sendo tratado como um cão de rua recém-adotado.
― E o livro?
Amber, que esteve olhando ao redor do balcão da cozinha, notou que Tennessee tinha jogado o livro fora e fez uma cara triste.
― Eu paguei 4 dólares por aquilo.
― Eu posso te dar 40 dólares.
Amber debochou, dizendo que ele estava resolvendo as coisas com dinheiro novamente.
― Que bom que você tem dinheiro. Caso contrário, você teria que se desculpar sinceramente por todas as incontáveis feridas que causou, Tennessee.
Foi mordaz, mas o tom não era tão ruim. Tennessee retrucou com “Isso é um grande elogio.” O desanimado Amber guardou as chimichangas na geladeira.
― Eu passei dos limites?
Ele perguntou enquanto se levantava depois de guardar a comida. Não era sobre o seu sarcasmo, mas sobre a conversa de TEPT. Silenciosamente, Tennessee folheou os documentos, já tendo assinado mais da metade.
― Não… Eu só não estou com vontade.
― Eu entendo.
Foi uma resposta limpa. Quando Tennessee deu um olhar para Amber, ele tinha um sorriso natural. Era apenas um sorriso simples, sem qualquer intenção oculta, mas uma cena completamente incompatível com os lábios sorridentes veio à mente.
‘Hnngh… Ah, aah, é tão gostoso.’
‘Amber.’
‘Tennessee… Ah, hah, eu vou gozar, na frente de Tennessee, hah…!’
“Porra.”
Tennessee esfregou a testa repetidamente. Ele não conseguia explicar por que tal cena veio à mente de repente.
── ⋆⋅☆⋅⋆ ──
Depois de fazer exercícios de reabilitação, seu corpo inteiro se sentia esgotado. O especialista em reabilitação disse que ele não deveria exagerar nos exercícios e deveria dar ao seu corpo tempo para se recuperar.
Mas Tennessee não negligenciava seus exercícios nem mesmo em casa. É claro que Amber não gostava que Tennessee levasse seu corpo ao limite. Amber ficava inquieto o tempo todo ao lado de Tennessee enquanto ele se exercitava.
Apesar das tentativas preocupadas de Amber para dissuadi-lo várias vezes, Tennessee planejava retornar seu corpo à condição ideal o máximo possível. Mesmo não perdendo nenhum exercício que pudesse fazer em seu tempo livre, sentia que os músculos de seu corpo inteiro não estavam tão bons quanto antes. Até mesmo Amber disse: “Você está menos pesado do que antes.”
Mesmo depois de sua camiseta estar encharcada de suor, Tennessee continuou se exercitando por um longo tempo. Tirando a camiseta colada e molhada, Tennessee exalou uma longa respiração. Seu peito subia e descia acentuadamente.
― Quer um pouco de água?
Quando Tennessee, espalhado no chão, acenou com a cabeça, Amber lhe entregou um copo de água.
Conforme ele se levantava e estendia a mão, o copo tocou seus lábios. Tennessee bebeu a água lentamente. O som de engolir a água estava incomummente alto. Seu pomo de Adão se movia para cima e para baixo repetidamente. A água que ele não conseguia engolir a tempo fluía de sua boca e se juntava em seu queixo. A água reunida se misturou com o suor e caiu em seu peito nu. A água fria caindo em sua pele, aquecida pelo exercício, parecia agradavelmente fria. A água que caiu em seu peito nu fluiu ao longo de seu abdômen e se infiltrou em sua cintura.
― Não quero mais.
Tennessee disse, puxando a cabeça para trás. Ele se deitou novamente, descansando de costas. Sua respiração ainda não tinha se estabilizado depois de prender a respiração para beber água.
Amber, que esteve encarando essa cena, estendeu a mão. Ao contrário da de Tennessee, um polegar seco e quente tocou cuidadosamente seus lábios. Fraco demais para resistir, Tennessee permitiu, e o polegar limpou a água acumulada em seus lábios e desapareceu.
― Descanse um pouco, depois tome um banho.
Ele acenou com a cabeça para a voz gentil. Ele precisava tomar banho, mas agora foi de repente dominado pela sonolência. Esgotar seu corpo, combinado com a presença de Amber, só piorava a situação.
Eu preciso me levantar.
Tennessee, ao contrário do habitual, estava gradualmente caindo na tentação da preguiça.
— Tennessee.
— Mm.
“Eu deveria me levantar”. Pensando isso, Tennessee lutou para erguer o corpo. Então Amber, que estava agachado, também se levantou. Quando a figura alta de mais de 1,80 metro se levantou, Tennessee notou algo em particular sobre a parte inferior do corpo de Amber. Sob apenas uma única camada de roupa, parecia significativamente maior. Tennessee limpou o suor ao redor dos olhos. Amber tinha ficado descaradamente duro enquanto observava Tennessee ofegar durante o treino.
— Me beije.
Eu deveria evitar isso. Agora mesmo, nós estamos… Mesmo pensando que deveria encerrar esse relacionamento ambíguo, Tennessee enfrentou o calor corporal agora familiar de Amber.
Quando seus lábios se entreabriram, uma língua quente se aprofundou em sua boca. Ela se entrelaçou com a língua de Tennessee e, como se implorasse, suavemente, derretendo-se, invadiu sua boca. Os sons úmidos entravam estranhamente em seus ouvidos. Ofegante, Amber segurou os ombros de Tennessee e o abraçou. Até a maneira como ele segurava Tennessee era ao mesmo tempo lastimável e cautelosa.
— Hah…
Ambos soltaram suspiros ásperos. Seus olhos se encontraram. Tennessee ficou com medo até de imaginar como parecia aos olhos de Amber. Sem evitar o olhar de Tennessee, Amber abaixou as calças. O pênis de Amber, que estava duro desde que Tennessee estava se exercitando, estava desordenadamente molhado na ponta.
Como se fosse o próximo passo natural, Amber abaixou os lábios até o peito de Tennessee. A ponte do seu nariz tocou a pele, e a respiração quente e os lábios cheios foram pressionados por sua vez. Tennessee mexeu os ombros.
— Deve estar sujo.
— Não está nada sujo.
Ele mesmo não conseguia acreditar. Amber deliberadamente aproximou o nariz de Tennessee e puxou o ar profundamente, mas não havia cheiro ruim algum. Em vez disso, havia um calor aconchegante, e o aroma corporal único de Tennessee estava ainda mais forte.
Como ele não usava perfume ou produtos com cheiro forte, Amber só conseguia sentir seu aroma quando abraçava Tennessee profundamente. Amber moveu a cabeça, soltando uma respiração satisfeita com o cheiro corporal habitualmente fraco que havia se tornado mais forte.
Amber lambeu entre as sombras definidas do abdômen de Tennessee e finalmente tomou o mamilo pálido que há muito queria provar em sua boca. Tennessee soltou uma respiração pesada. Enquanto Amber provocava o mamilo com a língua e o tormentava persistentemente, sua mão se moveu para baixo em direção a Tennessee. Tateando levemente, ele mediu a rigidez de Tennessee através da calça, já meio ereto. O fato de Tennessee estar excitado apenas por causa dele fez Amber perder toda a racionalidade.
— Coloque na minha boca. Foda até o fundo da minha garganta.
Os lábios avermelhados de Amber se abriram redondos. Sua língua vermelha espreitou para fora. Tennessee estalou a língua e rapidamente puxou seu pau totalmente ereto. Foi difícil no início, mas depois disso tornou-se fácil. Tennessee empurrou a cabeça para dentro da boca quente de Amber. Embora fosse apenas sua segunda vez, as habilidades de boquete de Amber já haviam melhorado. Era assim que Amber era sensível ao prazer de Tennessee. Amber agora sabia em detalhes como as coxas de Tennessee tremiam finamente quando ele levava a glande até o fundo da garganta e apertava, como ele soltava suspiros languidos e respirações quentes.
“Ah… Como pode ser assim?”
O pau de Tennessee estava úmido e molhado, mas tinha apenas seu cheiro masculino único, não estava nada sujo. Movendo os lábios como se estivesse enfeitiçado, Amber fechou os olhos. Como ele pode ser tão perfeito mesmo aqui? Parecia irreal. Diferente do calor escaldante acima, Amber acariciou a parte mais fria abaixo e segurou sua própria ereção que vazava. Acompanhando o ritmo de suas veias salientes, ele moveu o pescoço. Ocasionalmente, Tennessee soltava gemidos fracos. Até passar os dedos pelo cabelo preto de Amber era bom. Os gemidos de Tennessee ficaram mais altos e ele puxou a nuca de Amber. Amber puxou seu corpo para trás.
— Você ainda… não me disse uma coisa.
A saliva caindo de seus lábios em um longo fio tocou a glande.
— As palavras que você me deve.
“Deve, né”. Segurando o próprio pau, Tennessee esfregou a ponta contra os lábios de Amber como se os estivesse contornando.
— Tennessee…
Esfregando a testa contra as coxas quentes de Tennessee, Amber moveu a mão. Diga logo. Amber começou essa insistência silenciosa. Sem chegar perto do pênis que se contorcia, ele enterrou o nariz na carne macia da virilha e sugou profundamente. Amber moveu a mandíbula com sons úmidos. Olhe para isso. Você me trata como uma criança, no entanto está aqui nos meus braços, reagindo a mim. Amber colocou mais força em sua mão em movimento. A fricção rítmica e viscosa ecoou alto.
— Haa, aah…!
Sem conhecer a vergonha, sem qualquer sentido de dignidade ou orgulho, Amber atingiu um clímax radiante, completamente exposto sob o olhar de Tennessee. O fluido jorrou, manchando as bolas pesadas e pendentes de Tennessee e suas coxas. Mas Amber não sentiu vergonha. Ele abriu as pernas amplamente e exibiu com orgulho seu rosto, atordoado pelo orgasmo.
— Haa…
Respirando com dificuldade, Amber esfregou a testa suada. O pau de Tennessee ainda estava ameaçadoramente ereto, exatamente como antes.
Apesar do calor aumentando e de seu pau protestando, os lábios de Tennessee ainda estavam firmemente selados. Ele era tão cruel. Mas a vitória era dele.
Amber lembrou-se de que nunca havia perdido uma única vez em suas batalhas com Tennessee. Pode não ser uma vitória conquistada de forma justa, mas uma desistência não deixa de ser uma derrota no final?
Um sorriso languido surgiu nos lábios molhados de Amber.
// Fim do Volume 02
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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr