₊°。❆ Capítulo 20 ⋆⁺₊❅
₊°。❆ Capítulo 20 ⋆⁺₊❅.
Seon-woo e Hyun-chae deram cabo, num piscar de olhos, de kimchi-jjigae, tonkatsu, rodízio de bulgogi sobre arroz e dois hambúrgueres. Quando estava com outros alunos era difícil comer com tranquilidade, então Seon-woo fazia uma refeição simples e completava com alguma barra de chocolate, mas hoje, como quem estava com ele era Hyun-chae, comeu à vontade e até se fartar. Hyun-chae também, talvez com fome depois de horas de aula, comeu mais do que o normal.
— Eu levo isso e já volto. Descansa.
— Eu levo. Você já foi buscar tudo.
— Andar de botas ainda é difícil pra você.
Depois de levar a bandeja ao balcão de devolução, Seon-woo seguiu naturalmente para a área de fumantes lá fora, mas um barulho arrastado se aproximou e Hyun-chae, que veio atrás, agarrou seu braço, apressado.
— Vamos juntos.
— Eu fumo rapidinho e volto. Agora está cheio de gente ali.
— …Você precisa de fogo.
Sempre desse jeito. Assim que vê uma brecha, ele se instala e o segura. Se ao menos fosse esperto a ponto de não ser possível recusar, mas eram sempre propostas frouxas e ridículas, que não seria estranho recusar de imediato.
“Eu, eu vou te ajudar. Eu quero ajudar. Para o sunbae não ficar com raiva.”
“Você precisa de fogo.”
Tanto Eun Hyun-chae quanto Nam Seon-woo sabiam. Que no bolso dele havia um isqueiro. Mas Seon-woo assentiu dessa vez também.
— Tá bom, então.
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Depois de esquentar o corpo num lugar aquecido, ao sair o corpo estava leve como se ele estivesse esquiando pela primeira vez. Era esperado, mas Hyun-chae aprendeu bem também as curvas novas.
— Você está pondo força demais nas pernas. Na curva, tenta erguer levemente a perna de dentro.
— Assim?
— Isso. Não ergue muito, só o suficiente pra raspar. Você consegue com só isso. Nesse estado, mantém as duas paralelas.
— Vou tentar.
— Eu mostro a postura primeiro, então desce fazendo as curvas atrás de mim. A gente precisa treinar curva, então não usa a pista toda; e olha para longe.
Depois de corrigi-lo com palavras, Seon-woo desceu na frente mostrando a postura devagar. Depois de descer uns trinta metros, fez um gesto para que ele tentasse.
Hyun-chae não se mexia, mas, sabendo que ele estava revisando mentalmente, Seon-woo esperou quieto e, pouco depois, ele começou a descer desenhando as curvas devagar. Ao ver que ele tinha corrigido à perfeição justamente o ponto apontado, um sorriso satisfeito surgiu nos lábios de Seon-woo.
— Esse físico é sacanagem mesmo….
Eun Hyun-chae dava gosto de ensinar. Além de obedecer bem, absorvia tudo o que era ensinado exatamente como era ensinado e, como tinha força no corpo e boa presença, a postura ficava impecável. É claro que, olhando de perto, havia muita coisa desajeitada, mas, para quem tinha aprendido só um dia, era excelente.
O olhar de Seon-woo, que observava Hyun-chae e organizava mentalmente as posturas a corrigir depois, se voltou para o alto da pista. Diante do esquiador que descia em alta velocidade lá de cima, a sobrancelha de Seon-woo se ergueu de lado. Parecia ter habilidade, mas não era uma velocidade para se exibir numa pista de nível iniciante-intermediário.
Torcendo para que não acontecesse, mas com a intenção de correr na hora caso houvesse uma colisão com Hyun-chae, ele ajeitou o bastão na mão, e foi então. O esquiador, depois de passar por Hyun-chae, mudou levemente a direção e seguiu na direção de Seon-woo. E….
Chuááá.
Do esqui que parou bem na sua frente com um hockey stop, uma quantidade enorme de neve foi lançada. Diante da nevasca mirada com precisão em Seon-woo, tanto quem passava de teleférico acima quanto os snowboarders que descansavam sentados por perto soltaram exclamações misturadas de “uau…” e “nossa, coitado…….”.
Coberto de neve num instante, Seon-woo sacudiu a cabeça com irritação. Naquela quantidade, era o nível de quem trouxe neve carregada na prancha. Cem por cento intencional.
— Mas o que você está fazen… hyung?
Ao erguer a cabeça com irritação, Seon-woo viu Do-yun rindo enquanto baixava os óculos. Seon-woo abriu um sorriso derrotado e passou a mão pelo cabelo.
— …Eu me perguntei quem era. Você me assustou.
— Quanto tempo, Seon-woo.
— Você também. Chegou bem em casa naquele dia?
— Não é tarde demais pra perguntar isso? Você tem meu número e tudo.
Escapando com uma risada, Seon-woo apontou com o queixo para a roupa de padronagem clara que Do-yun usava e mudou de assunto:
— A roupa é diferente, não reconheci que era você. Aquela marca, eu também pensei em comprar, mas achei que não ia combinar e deixei pra lá; em você fica ótima. Você estava esquiando aqui?
— Aqui não tem graça. Eu estava subindo no teleférico e te vi, então vim atrás. Pelo visto você está num encontro.
— Infelizmente é aula.
— Hmm, o clima não parecia ser esse.
Do-yun apertou os olhos e olhou para Hyun-chae, que descia esquiando.
— Sunbae! Você está bem?
Como ele devia ter se assustado, a postura estava desfeita, e a primeira coisa que veio à cabeça foi a preocupação de que “esquiando assim ele vai ficar com dor muscular depois”. Parando ao lado de Seon-woo, Hyun-chae largou os bastões que segurava, agarrou seu braço e o examinou de todos os ângulos.
— Eu achei que ele tinha batido em você. Não se machucou, né?
— Não, é um conhecido que fez uma brincadeira.
— Que brincadeira é….
Segurando a mão de Hyun-chae, que encarava Do-yun com olhos um pouco irritados, ele balançou a cabeça.
— É que antes eu fiz uma coisa errada com ele.
— Isso mesmo. Como não tinha água, eu joguei um pouco de neve.
Do-yun também riu e entrou na brincadeira, mas a expressão de Hyun-chae não relaxou. Observando o rosto dele, Seon-woo se virou para Do-yun.
— Como você vê, eu estou em aula, então a gente se vê depois. Se as agendas baterem, seria bom comer alguma coisa.
— Certo. Você paga, no lounge do hotel. Eu já vou saindo pra dar espaço, tá?
Piscando um olho e voltando a pôr os óculos, Do-yun desceu tranquilamente.
Ele não achava que Do-yun fosse do tipo que engole desaforo calado…. Soltando uma risada incrédula, ele se virou para Eun Hyun-chae e, não se sabe para onde tinha ido aquele ar afiado de antes, ele já estava abatido e perguntou com voz desanimada:
— É a pessoa que estava com você da última vez.
— Como você sabe? Não me diga que você me seguiu desde o bar?
— …Eu não cheguei a entrar no estabelecimento.
Ah, com razão eu achei estranho ele ter ligado justo naquele dia. Só agora o desenrolar dos fatos fazia sentido.
Seon-woo se curvou e pegou o bastão de Hyun-chae para ele.
— Já que você viu, então sabe. Eu saí correndo quando atendi a sua ligação e dei o bolo nele na cara dura. Em troca, hoje eu levei um balde de neve de volta.
Os lábios de Eun Hyun-chae se cerraram numa linha reta. Os lábios, ainda mais vermelhos de frio, se mexeram um contra o outro e então ele ergueu os cílios levemente úmidos de neve derretida e encarou Seon-woo.
— …Desculpa por eu não me sentir mal por isso.
— Pfff…. Que história é essa agora?
Soltando uma risada incrédula, Seon-woo afagou o cabelo de Hyun-chae como quem sacode neve e olhou para baixo. Também para aliviar o clima meio pesado, apontou para o caminho da direita, no ponto em que a trilha se dividia em dois, o de nível avançado, e se virou para Hyun-chae:
— Dessa vez a gente vai por ali?
Hyun-chae ficou olhando fixamente para aquilo. Diante daquele olhar aflito, Seon-woo caiu na risada e ia justamente dizer que era brincadeira quando:
— …Sim. Eu vou.
Soltando uma frase curta, Hyun-chae partiu de imediato, sem que houvesse tempo de segurá-lo.
— Espera, Hyun-chae!!
Seon-woo gritou indo depressa atrás, mas, como se não ouvisse, Hyun-chae não parou. No fim, ele acelerou, o ultrapassou, foi na frente até aquele trajeto, parou e gesticulou freneticamente para que ele parasse. Mas, provavelmente com medo, Hyun-chae não conseguiu reduzir a velocidade e acabou enganchando o esqui numa saliência, caiu e rolou.
— Eun Hyun-chae!!
Assustado, Seon-woo subiu depressa a inclinação com os esquis calçados. Por sorte ele não devia ter se machucado, porque Hyun-chae logo se ergueu e reorganizou os esquis embolados. Vendo-o olhar em volta procurando o bastão que sumiu quando ia se levantar, Seon-woo pegou o bastão dele, que rolara lá para baixo, e subiu.
— Eun Hyun-chae, você está bem? Machucou em algum lugar?
— Não. Obrig….
— Como é que você sai assim de uma vez?!
Diante do berro de Seon-woo, Hyun-chae se sobressaltou e o encarou de baixo. Como quem tenta ler a situação, os cílios dos olhos que piscavam em silêncio tremiam de inquietação.
— …Eu achei que podia ir.
— Ufa…, eu não disse pra você ir de verdade…!
Seon-woo esfregou o rosto, aflito. Ele só estava preocupado com a possibilidade dele ter se machucado; se fosse apontar culpa, a culpa era dele.
— Era brincadeira. É o seu primeiro dia, eu jamais mandaria você ir pra uma pista de nível avançado. …Desculpa.
Seon-woo esticou a mão e ajudou Hyun-chae a se levantar. Com a consciência pesada, ainda sacudiu a neve dele e resmungou:
— Você não ficou nem com medo? Como é que você se joga sem hesitar nem um pouco, sendo que você se preocupa com tudo? E se tivesse se machucado?
— Porque o sunbae mandou ir….
Não era um tom de acusação. Diante daquela expressão de quem apenas enuncia um fato, como quem pergunta se seria preciso outro motivo, dos lábios entreabertos de Seon-woo saiu uma pergunta estupefata:
— Que história é essa, você faz tudo o que eu mando?
Ele assentiu. Diante daquele gesto pequeno de concordância, Seon-woo mordeu o lábio.
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↫⋆。゚❅✶ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna,Flower&Yuki