đŒ CapĂtulo 2.5 đŒ
đŒ HistĂłria Paralela 2.5 đŒ
â Ă…
â …VocĂȘ tambĂ©m consegue falar dormindo?
â Uhum…
Seu cĂŽnjuge era realmente incrĂvel. Por um momento, observou seu cĂŽnjuge multitalentoso. O aperto na cintura foi afrouxando gradualmente, e mesmo depois de finalmente estar livre, nĂŁo conseguia sair facilmente da cama. EntĂŁo, seu cĂŽnjuge, que pensava estar dormindo, de repente lançou uma pergunta.
â Quando Ă© sua prĂłxima folga…?
â Tenho folga esse fim de semana.
â …AlĂ©m disso…
â EstĂĄ se referindo a um dia de semana?
â Ă…
â …Quando devo tirar folga?
â AmanhĂŁ…
â Sim, entendido. Vou checar minha agenda e te avisar.
â …
â Seowoon?
Seu cÎnjuge não respondeu. Parecia que nunca tinha estado acordado, para começar. Claro. Do contrårio, não teria feito um pedido tão irracional para ele não ir trabalhar amanhã.
O motivo de não ter recusado, mesmo sabendo disso, provavelmente era porque a pessoa na sua frente era seu cÎnjuge. Estavam casados, então era só natural. Para ele, a satisfação de seu cÎnjuge era a prioridade måxima.
â Seowoon, vocĂȘ estĂĄ dormindo?
â …Ă…
â Seowoon.
â Mm…
O som dele se mexendo, sua respiração se espalhando languidamente, imerso no sono. Ele continuava pensando nisso. Enquanto se preparava para o trabalho sozinho e chegava ao escritĂłrio â nĂŁo, mesmo depois de chegar ao escritĂłrio, continuava rodando em sua cabeça.
â …Diretor Executivo?
Sim, pela primeira vez, não queria ir trabalhar. Serå que é assim que o casamento costuma ser? Todo mundo fica assim quando se casa? Graças a isso, tinha vindo a enfrentar o maior dilema de sua vida.
â Certo. Bom trabalho.
…JĂĄ que a agenda inclui uma refeição, estava perguntando o que o senhor gostaria de fazer para o almoço. Antes que o secretĂĄrio pudesse se reorganizar, seu superior o interrompeu.
â SecretĂĄrio Hwang, posso te fazer uma pergunta pessoal?
Uma pergunta pessoal! Serå que finalmente tinha chegado a hora? O secretårio respondeu com determinação sombria.
â Claro, Diretor Executivo. Vou garantir absoluto sigilo sobre nossa conversa de hoje.
â Excelente. â Ele deu um breve aceno para expressar gratidĂŁo. EntĂŁo perguntou.
â Eu sou fofo?
Clangue! O tablet na mão do secretårio fez um descenso vertical até o chão.
â O senhor estĂĄ bem?
â …Claro, Diretor Executivo. NĂŁo hĂĄ problema algum.
Era uma das vantagens do Tablet da XX Electronics lançado nesse trimestre. Era resistente a impactos externos e tambĂ©m Ă prova d’ĂĄgua. O secretĂĄrio pegou rapidamente o tablet, tentando se recompor depois de seu comportamento pouco profissional.
â Ou talvez, eu seja tipo um bebĂȘ?
Estrondo! Dessa vez, a tela bateu no chĂŁo de cheio. A pelĂcula protetora rachou em todas as direçÔes. O secretĂĄrio pegou o tablet com a mĂŁo tremendo. Como esperado, seu chefe era estranho.
â O Seowoon vive me dizendo que sou fofo, mas nunca tinha ouvido isso antes, entĂŁo nĂŁo sei como reagir.
Ele sempre tinha sido estranho, mas tinha ficado ainda mais estranho depois de casado. “…Entendo.” O secretĂĄrio, que vivia uma vida solitĂĄria hĂĄ anos graças ao chefe workaholic, cerrou os dentes.
â E nĂŁo Ă© sĂł isso.
â Sim…
â Essa manhĂŁ…
â Siiim…
â Hah… Deixa pra lĂĄ. Passei por tantas coisas novas que Ă© difĂcil listar tudo.
â …Entendo.
â SecretĂĄrio Hwang, vocĂȘ ainda Ă© solteiro, correto?
â Isso mesmo.
â Fiz uma pergunta inadequada para o momento. Peço desculpas.
â …EstĂĄ tudo bem.
Sim, sim. Claro que estå. O secretårio respondeu só na cabeça. Jå tinha se passado vårios anos desde que o chefe se casou, mas por mais que tentasse, não conseguia entender por que ele estava ficando progressivamente mais estranho.
â Vamos voltar ao trabalho.
Não tendo conseguido nada, decidiu encerrar a conversa pessoal ali. O secretårio também tinha estado esperando por isso. Agora era a hora de confirmar a agenda de almoço com o chefe.
â Por favor, confirme a agenda de amanhĂŁ.
â Para o almoço… como?
â Preciso tirar folga amanhĂŁ.
â Ah, amanhĂŁ, quer dizer amanhĂŁ. Entendido. Primeiro, depois de checar a agenda… vou… de novo…
Isso era ruim. Seu chefe finalmente tinha perdido a cabeça. O homem que costumava fazer encontros arranjados a caminho do aeroporto para viagens de negĂłcios porque o tempo era precioso tinha começado a tirar todos os dias de fĂ©rias nos Ășltimos anos, e agora estava anunciando abertamente sua ausĂȘncia. (JĂĄ tinha usado todos os seus dias de fĂ©rias.)
Enquanto o secretårio checava freneticamente a agenda, ele encarava sem expressão a parede do escritório. O que o trouxe de volta à realidade foi uma ligação que chegou no celular pessoal.
â Sim, Seowoon. Pode falar.
âĂ uma boa hora para falar?
â Qualquer hora estĂĄ bem.
Sabendo ou nĂŁo, seus olhos brilhavam enquanto atendia o telefone. O secretĂĄrio silenciosamente deu um passo para trĂĄs do chefe. NĂŁo que ajudasse muito, jĂĄ que ele imediatamente aumentou o volume. O conteĂșdo da ligação deles era audĂvel demais.
âVocĂȘ chegou bem ao trabalho?
â Sim, cheguei. VocĂȘ dormiu bem, Seowoon?
âĂ. Dormi como uma pedra. Mas quando vocĂȘ saiu? Nem consegui me despedir hoje.
Como pensava, seu cĂŽnjuge tinha estado dormindo o tempo todo. Enquanto falava com seu cĂŽnjuge, rabiscou apressadamente um bilhete. EntĂŁo gesticulou para seu secretĂĄrio vir conferir o que tinha escrito.
[A agenda de amanhĂŁ foi confirmada?]
O secretĂĄrio, tendo checado o bilhete, relatou silenciosamente a agenda do dia seguinte no tablet.
[HĂĄ trĂȘs reuniĂ”es de manhĂŁ, uma apresentação de marketing Ă tarde, e uma videoconferĂȘncia Ă noite.]
Ele recebeu o relatĂłrio, mas estava um pouco difĂcil de ler porque a tela estava coberta de rachaduras.
[Remarque tudo.]
Tendo finalmente conseguido decifrar, deu a ordem de trabalho mais rĂĄpido do que qualquer um. Ainda estava ao telefone com seu cĂŽnjuge.
â…SĂł saĂ um pouco. Se estiver livre, quer almoçar junto?
â Sim, seria bom. Onde devo te buscar?
âVou na frente da sua empresa.
Diretor Executivo, o senhor tem um almoço de negócios marcado hoje à tarde! gritou silenciosamente o secretårio. Naturalmente, seu grito não alcançou ninguém.
âVou estar na frente do cafĂ© do primeiro andar de novo.
â VocĂȘ Ă© bem-vindo a subir atĂ© meu escritĂłrio.
âNĂŁo, tĂĄ tudo bem. Ă seu local de trabalho.
â …Ah.
â…
â …Peço desculpas. Naquela vez, eu…
âNĂŁo, tĂĄ tudo bem, eu tambĂ©m gostei… Ehem, vou ficar sĂł no primeiro andar mesmo. Vem lĂĄ.
â Entendido. Nos vemos na frente do cafĂ© do primeiro andar, entĂŁo.
O que foi isso? Sinto que acabei de ouvir alguma informação séria demais. O secretårio agarrou o tablet com a mão tremendo. Não importava o quão resistente a impactos externos fosse, seu coração não aguentava derrubar um dispositivo eletrÎnico.
â Vou deixar o carro pronto para o senhor sair imediatamente depois da refeição.
â Bom.
Tendo terminado a ligação, ele acenou com prazer, o humor consideravelmente suavizado.
â Vou contatar a equipe de segurança com antecedĂȘncia tambĂ©m.
â Triplique o pessoal de segurança e coloque guardas Ă paisana dentro e fora do cafĂ© separadamente. Quanto Ă s pessoas que tiram fotos escondido como da Ășltima vez, pode lidar com elas depois que sairmos.
â Sim, vou tomar nota.
Enquanto fazia alguns preparativos antes da visita de seu cĂŽnjuge, o monitor tinha ficado preto sem que percebesse. Olhou para o prĂłprio reflexo no monitor. Viu o rosto de um homem adulto que nĂŁo podia, nem com as palavras mais generosas, ser chamado de infantil. Longe de ter qualquer gordurinha de bebĂȘ, sua mandĂbula angulosa e feiçÔes marcantes nĂŁo pareciam nada com as de uma criança.
“Fofo” era uma expressĂŁo usada para bebĂȘs ou animaizinhos. Por que diabos seu cĂŽnjuge o chamava de fofo? Genuinamente nĂŁo conseguia entender seu cĂŽnjuge. Se algo, quem estava mais prĂłximo de um bebĂȘ nĂŁo era ele, mas seu cĂŽnjuge.
Seu cĂŽnjuge era quente. Tinha um corpo tĂŁo quente quanto o de uma criança. Sua temperatura corporal nĂŁo era particularmente alta, mas para ele, parecia infinitamente quente. Talvez o Ășnico grau de calor que tinha acompanhado sua infĂąncia no lugar de uma famĂlia tivesse se transferido para seu cĂŽnjuge. Claro, isso nĂŁo era um fato cientificamente comprovado.
Havia muitas outras semelhanças entre seu cĂŽnjuge e um bebĂȘ. Seu cĂŽnjuge dormia quando tinha sono e comia quando tinha fome. Ficava feliz quando comia comida gostosa e ria quando algo agradĂĄvel acontecia. AtĂ© dormia abraçado ao bonecĂŁo de coelho que tinha comprado para ele. Claro, jogava-o no chĂŁo pouco tempo depois, mas a observação mostrava que nĂŁo parecia intencional. Portanto, o fato de que ele pegava o bonecĂŁo caĂdo do chĂŁo toda madrugada era um segredo que sĂł ele sabia.
E ele ria. Seu cĂŽnjuge ria tanto quanto um bebĂȘ. Ria olhando para ele, e ria assistindo programas de TV ou olhando outras pessoas. Quando seu cĂŽnjuge ria, especialmente quando sorria para ele, sentia como se o mundo estivesse se distorcendo. Seu mundo, o ar ao seu redor, se distorcia. Desmoronava. Se estilhaçava. Tinha sido assim desde a primeira vez que viu seu cĂŽnjuge.
Naquele dia, tinha ido a um breve encontro arranjado antes do voo, de acordo com sua agenda de viagem de negĂłcios. Era um encontro em que o tempo disponĂvel estava fixo desde o inĂcio por causa do voo. Foi por isso que nĂŁo tinha saĂdo do lugar mesmo ao receber uma mensagem de que a outra pessoa se atrasaria um pouco por causa do trĂąnsito. Fosse a outra pessoa aparecer ou nĂŁo, o horĂĄrio em que sairia daquele lugar estava determinado desde o começo.
Estava sentado perto da janela com visĂŁo direta para a entrada do cafĂ©. O ar que roçava seu nariz estava fresco, e a luz do sol lĂĄ fora estava quente. Era pleno verĂŁo, quando as notĂcias falavam de ondas de calor recorde todo dia. Para ele, que nunca tinha que enfrentar o calor do meio-dia, nĂŁo era uma estação muito real. Se algo, o ar estava congelantemente frio pelo ar-condicionado onde quer que estivesse em ambiente fechado, dando a ele uma sensação de desconexĂŁo das pessoas que traziam Ă tona a onda de calor como cumprimento.
E entĂŁo “ele” apareceu. Bam! No momento em que “ele” pisou no cafĂ©, um estrondo tremendo pareceu vir de algum lugar e atingi-lo. O frio artificial que tinha penetrado sua camisa, a luz do sol alienĂgena que tinha embaçado sua visĂŁo â nada mais era sentido.
à esse. à ele. Reconheceu seu CÎnjuge à primeira vista. Suas bochechas estavam levemente coradas, como se ainda segurassem o calor do meio-dia que se recusava a desaparecer facilmente, mas seus olhos, enquanto examinavam o interior do café, estavam frios e assentados. Era como se ele sozinho tivesse escapado do verão.
Naquela atmosfera estranha, porém sutil, as pessoas continuavam roubando olhares para seu CÎnjuge. Em meio à chuva de olhares, seu CÎnjuge olhava ao redor do café com uma expressão indiferente, sem dar atenção a ninguém. Ficou ali como se não importasse, como se nada lhe dissesse respeito.
Tinha que se mover, tinha que dizer algo antes que seu CĂŽnjuge saĂsse do cafĂ©, mas seu corpo inteiro estava congelado, incapaz de se mexer. Era uma sensação que sentia pela primeira vez na vida. Seus lĂĄbios estavam ressecados, e nĂŁo conseguia abrir a boca.
Então, seu CÎnjuge sorriu. Trocou algumas palavras com um funcionårio do café que tinha se aproximado com cautela, e um sorriso gentil agraciou seus låbios. Bum! Bum! Bum! Percebendo isso, seu pulso começou a disparar. Uma sede severa surgiu como se sua garganta estivesse em chamas, e esqueceu até de piscar. O calor doce escondido sob aqueles olhos frios o capturou instantaneamente. Essa foi sua primeira lembrança ao conhecer seu CÎnjuge.
â JĂĄ vai sair?
Ao sair do escritĂłrio, seu SecretĂĄrio reconheceu-o de imediato. Seu SecretĂĄrio competente era tĂŁo rigoroso quanto seu chefe em separar assuntos pĂșblicos e privados e jamais presumiria demonstrar interesse na vida pessoal dele, mas a situação era diferente agora. A equipe de segurança estava em alerta mĂĄximo.
â Sim. Vou direto para o primeiro andar.
â Divirta-se, entĂŁo. âŠO Diretor Executivo estĂĄ descendo agora. EstĂĄ esperando o elevador no momento.
Mesmo com a partida antecipada, o SecretĂĄrio nĂŁo mostrou nenhum sinal de perturbação. â NĂŁo. A Senhora chegarĂĄ no horĂĄrio. â Ele simplesmente relatou a situação calmamente ao receptor. Alguns anos atrĂĄs, isso talvez fosse uma histĂłria diferente, mas agora, isso nĂŁo era nada.
Ele entrou no elevador. Pegou o elevador dourado que sempre usava, da chegada Ă saĂda, atĂ© o primeiro andar. Quando as portas do elevador dourado, cujo uso era implicitamente proibido a outros, se abriram, os olhares das pessoas se focaram momentaneamente nele, mas foi sĂł isso. Foi um momento que fez o esquema de segurança dobrado instantaneamente compreensĂvel. Os olhos das pessoas voltaram para seus prĂłprios caminhos.
Ainda faltavam dezoito minutos para o horårio marcado. A partir de agora, era hora de esperar. Sentou-se numa mesa de café com visão direta para a entrada principal da empresa e cuidou de algum trabalho simples no celular. A agenda de amanhã tinha mudado subitamente, dobrando o trabalho que precisava terminar hoje, então não podia desperdiçar um segundo sequer. Revisou documentos mecanicamente e abriu arquivos. Ao mesmo tempo, pensou em seu CÎnjuge.
Que tipo de comida seu CĂŽnjuge iria querer comer hoje? A comida caseira francesa recomendada da Ășltima vez tinha porçÔes pequenas demais e nĂŁo tinha agradado seu CĂŽnjuge. TambĂ©m precisaria perguntar como ele planejava passar a tarde. O que seria bom de sobremesa? NĂŁo podia esquecer de perguntar o que devia comprar a caminho de casa do trabalho.
E entĂŁo diria a ele. Depois de terminarem a refeição e os lattes gelados que pediram chegarem, diria ao seu CĂŽnjuge. Como seu CĂŽnjuge reagiria quando ele contasse que tinha folga do trabalho amanhĂŁ, que nĂŁo precisava ir ao escritĂłrio? Ficaria feliz? Gostaria disso? NĂŁo aguentava a curiosidade. Queria vĂȘ-lo agora mesmo. Queria alcançå-lo. Queria tocĂĄ-lo.
Ah, quão colorida era a vida. Ainda não conseguia escapar da enxurrada diåria de sensaçÔes. Seus dias não eram mais regulares. Agora contava os dias até o fim de semana, e depois do trabalho, tinha uma vida pós-expediente. Tinha ficado mais curioso do que antes, e agora tinha coisas que queria fazer fora do trabalho.
Um cheiro doce veio de algum lugar. Bum, bum, bum. Enquanto o cheiro ficava mais forte, seu coração batia em compasso. Agora conseguia reconhecer seu CÎnjuge pelos FeromÎnios. Era o efeito da Marcação.
O mundo era o mesmo, e ainda assim tudo ao redor estava preenchido por uma fragrùncia doce. Além da porta giratória estava seu CÎnjuge. Estava vindo em sua direção. E de repente, quis perguntar.
Por que vocĂȘ sĂł veio agora? O que te demorou tanto?
â âŠVocĂȘ estĂĄ atrasado.
Talvez eu tenha nascido para te conhecer.
â đŒ ââ đŒ ââ đŒ â
Continua….
â â â
⊠Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna